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	<title>Arquivos inovação no setor imobiliário - ABMI - Associação Brasileira do Mercado Imobiliário</title>
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	<description>A ABMI tem como objetivo potencializar a competitividade e a troca de informações entre suas associadas: imobiliárias líderes em seus mercados.</description>
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	<title>Arquivos inovação no setor imobiliário - ABMI - Associação Brasileira do Mercado Imobiliário</title>
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		<title>Financiamento, BTS e marketing de comunidade dominam 2º dia do 102º Encontro. Maringá é a próxima parada</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 04:27:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo dia de conteúdo do 102º Encontro da ABMI, realizado no B Hotel, dia 21/8/26, em Brasília (DF), foi marcado por debates aprofundados sobre financiamento, inovação e estratégias comerciais. Agora a Associação já começa a preparar o seu próximo presencial, previsto para novembro, em Maringá (PR), tendo com empresa anfitriã a Pedro Granado Imóveis. Para um público de 250 pessoas, e sob o lema “Do investimento ao crescimento, o eixo da expansão”, o 102º Encontro da ABMI, que teve como empresa anfitriã o Grupo Beiramar, reuniu, nos dias 20 e 21/8/26, nomes que influenciam diretamente os rumos do mercado imobiliário, trazendo análises detalhadas e experiências que atravessam diferentes aspectos desse importante segmento da economia brasileira. O evento integrou uma semana de marcante presença institucional da ABMI na capital federal. É que na véspera do 102º Encontro, 19/8/26, também no B Hotel, aconteceu o 4º Encontro Jurídico da ABMI, que recebeu profissionais do Direito de mais de 30 cidades, distribuídas por 14 Estados e pelo Distrito Federal, totalizando 15 unidades da Federação representadas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O segundo dia de conteúdo do <strong>102º Encontro da ABMI</strong>, realizado no B Hotel, dia 21/8/26, em Brasília (DF), foi marcado por debates aprofundados sobre financiamento, inovação e estratégias comerciais. Agora a Associação já começa a preparar o seu próximo presencial, previsto para novembro, em Maringá (PR), tendo com empresa anfitriã a Pedro Granado Imóveis.</p>



<p>Para um público de 250 pessoas, e sob o lema “<strong>Do investimento ao crescimento, o eixo da expansão</strong>”, o 102º Encontro da ABMI, que teve como empresa anfitriã o Grupo Beiramar, reuniu, nos dias 20 e 21/8/26, nomes que influenciam diretamente os rumos do mercado imobiliário, trazendo análises detalhadas e experiências que atravessam diferentes aspectos desse importante segmento da economia brasileira.</p>



<p>O evento integrou uma semana de marcante presença institucional da ABMI na capital federal. É que na véspera do 102º Encontro, 19/8/26, também no B Hotel, aconteceu o <strong><a href="https://abmi.org.br/abmi-reune-especialistas-em-brasilia-e-consolida-encontro-juridico-como-forum-de-alcance-nacional/">4º Encontro Jurídico da ABMI</a></strong>, que recebeu profissionais do Direito de mais de 30 cidades, distribuídas por 14 Estados e pelo Distrito Federal, totalizando 15 unidades da Federação representadas. Entre os painelistas, autoridades como o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca, e o desembargador Ricardo Tadeu Bugarin Duailibe, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="547" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/1-11.jpg" alt="" class="wp-image-10906" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/1-11.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/1-11-300x205.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/1-11-768x525.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Armando Nogueira, Vinicius Costa e Ivan Graciano da Costa Filho relembram e recebem os aplausos por premiação na primeira edição do Real Estate Awards</em></strong></figcaption></figure>



<p>Na manhã de 21/8, antes do início das palestras e apresentações do 102º Encontro, o presidente da ABMI, <strong>Jorge Santos</strong>, chamou ao palco <strong>Armando Nogueira</strong>, CEO do Hub On Ecossistema Imobiliário, representante da entidade em Recife (PE), <strong>Vinicius Costa</strong>, CEO, e <strong>Ivan Graciano da Costa Filho</strong>, diretor financeiro da Ivan Negócios Imobiliários, de Uberlândia (MG).</p>



<p>É que na noite de 10/8/26, no Espaço Unimed, em São Paulo (SP), perante um público de 5 mil pessoas, eles foram agraciados com troféus da primeira edição do <a href="https://youtu.be/ZXu89usaJ-A?si=O7UJ2UIJ0AyWNV37"><strong>Real Estate Awards</strong></a>, prêmio de influência do setor imobiliário, que contemplou 38 categorias, entre 280 indicados finais.</p>



<p>Os associados da ABMI venceram em três categorias. Armando, que é diretor de Inovação da ABMI, venceu como Líder do Ano, categoria que tinha ainda como concorrente, <strong>Raul Fulgencio</strong>, associado da entidade em Londrina, e Líder Destaque Nordeste.</p>



<p>E Vinicius Costa subiu ao palco para receber o troféu na categoria Imobiliária de Locação do Ano, onde concorreu também a Auxiliadora Predial, de Porto Alegre, outra empresa associada da ABMI. (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZXu89usaJ-A&amp;t=16s"><strong><em>confira como foi a premiação no canal de YouTube da Associação</em></strong></a>)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/2-11.jpg" alt="" class="wp-image-10908" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/2-11.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/2-11-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/2-11-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Pedro Fernandes, CEO do Grupo Beiramar, empresa anfitriã do Encontro: quem deverá financiar o próximo ciclo do mercado imobiliário do país</em></strong></figcaption></figure>



<p>A primeira palestra da manhã do segundo dia do 102º Encontro ficou a cargo de <strong>Pedro Fernandes</strong>, CEO do Grupo Beiramar, empresa anfitrião do evento, que abriu a programação discutindo <strong>quem deverá financiar o próximo ciclo do mercado imobiliário brasileiro</strong>. Com uma trajetória que combina mercado de capitais, expansão regional e desenvolvimento de negócios, tendo participado do lançamento de mais de 45 mil unidades e integrado conselhos de empresas como Boa Safra Sementes, Pedro trouxe ao debate sua experiência em conectar capital, inovação e mercado imobiliário, orientando reflexões sobre novos modelos de financiamento.</p>



<p>Pedro Fernandes abriu sua palestra destacando que o mercado imobiliário vive ciclos constantes de expansão e retração e que, apesar dos desafios, esses movimentos também criam oportunidades. Ele provocou o público ao questionar qual é, de fato, o maior ativo de uma imobiliária: clientes, informação, credibilidade ou reputação? &nbsp;A partir disso, levantou a reflexão central: será que o setor rentabiliza esses ativos na proporção do valor real que eles têm? Segundo ele, se a resposta for não, então há espaço para negócios duas, três ou quatro vezes maiores.</p>



<p>Fernandes argumentou que dominar a cadeia imobiliária exige presença em duas pontas estratégicas: <em>land bank</em> (a matéria-prima do setor, o terreno) e capital. Quem controla o estoque de terrenos ou quem controla o fluxo de recursos financeiros define o rumo do mercado. Ele lembrou que o setor é altamente dependente de crédito de longo prazo e revisitou a história do financiamento imobiliário no Brasil, destacando marcos como a criação do Banco Nacional de Habitação (BNH), a adoção da alienação fiduciária – que “mudou totalmente” o processo de retomada de imóveis – e o patrimônio de afetação, que trouxe segurança jurídica aos projetos.</p>



<p>Pedro argumentou que o modelo tradicional de <em>funding</em>, baseado na poupança, entrou em esgotamento. Nos últimos cinco anos, segundo destacou, o saldo líquido da poupança foi negativo em R$ 270 bilhões, enquanto o mercado imobiliário continuou crescendo. Com os bancos já no limite de concessão de crédito, o mercado de capitais deixou de ser alternativa e passou a ser infraestrutura essencial. Nesse novo cenário, surgem novos protagonistas: fundos imobiliários como compradores, CRIs e investidores institucionais como financiadores, e uma massa crescente de pessoas físicas investindo nesses veículos.</p>



<p>Por fim, Fernandes destacou que os fundos imobiliários se tornaram um dos motores dessa transformação, impulsionados pela isenção tributária e pela busca por renda recorrente. O patrimônio dos FIIs já ultrapassa R$ 200 bilhões, com mais de 3 milhões de investidores, número que pode superar o total de investidores da Bolsa em breve. Ele citou o movimento crescente de proprietários que trocam imóveis por cotas de fundos, ganhando liquidez, diversificação de risco e maior rendimento. Para ele, compreender esse novo ecossistema é essencial para que imobiliárias ampliem sua atuação e monetizem melhor seus ativos estratégicos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/3-12.jpg" alt="" class="wp-image-10909" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/3-12.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/3-12-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/3-12-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Daniel Fuhro Souto, diretor jurídico da ABMI, e desembargador Ricardo Duailibe, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, comentam sucesso do 4º Encontro Jurídico</em></strong></figcaption></figure>



<p>Após a palestra de Pedro Fernandes, foi aberto espaço para o diretor Jurídico da Associação, <strong>Daniel Fuhro Souto</strong>, e o desembargador <strong>Ricardo Duailibe</strong>, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) comentassem o <strong>4º Encontro Jurídico da ABMI</strong>, realizado no dia 19/8/26, reunindo especialistas de peso no âmbito da Direito e da Justiça, o que contribuiu para firmar o evento como um fórum de alcance nacional. Para saber tudo sobre o que aconteceu no Encontro &nbsp;<a href="https://abmi.org.br/abmi-reune-especialistas-em-brasilia-e-consolida-encontro-juridico-como-forum-de-alcance-nacional/"><strong>é só acessar reportagem especial postada no site da ABMI</strong></a>.</p>



<p>Na sequência, o ator, comunicador e empreendedor imobiliário <strong>Rafael Zulu</strong> subiu ao palco para empolgar o público com a palestra “<strong>Cenários estratégicos</strong>”. Zulu, cuja carreira é marcada por presença constante em produções culturais de grande relevância nacional e reconhecimento do público e da crítica, reforçou sua versatilidade ao abordar também sua atuação empresarial. Sócio da Due Construção e Incorporação e peça-chave na criação da “Tardezinha”, maior roda de samba do mundo, destacou iniciativas pautadas pela valorização da diversidade e pelo compromisso com impacto social. Multifacetado e em permanente movimento, Zulu com naturalidade entre arte, comunicação e negócios, reunindo talento, autenticidade e visão estratégica.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/5-6.jpg" alt="" class="wp-image-10911" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/5-6.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/5-6-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/5-6-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Rafael Zulu e o marketing de influência: &#8220;quem não é lembrado não vende&#8221;</em></strong></figcaption></figure>



<p>A palestra de Rafael Zulu mesclou trajetória pessoal, estratégia empresarial e uma defesa enfática do marketing de influência como motor do mercado imobiliário. Ele relembrou sua mudança da carreira artística para o setor imobiliário, afirmando que encontrou semelhanças entre atuar e vender imóveis: ambos lidam com sonhos e impacto emocional. “A gente invade a mente das pessoas de forma positiva”, disse ao explicar por que decidiu ser a “cara” da incorporadora Due, fundada em Pernambuco e hoje uma das marcas mais desejadas do litoral nordestino.</p>



<p>Zulu destacou que, em um mercado onde todos repetem os mesmos argumentos – “preço, oportunidade, promoção, localização” – o diferencial passa a ser credibilidade e confiança. Para ele, isso só existe quando o dono aparece: “Quem não é lembrado, não vende”. O ator-empreendedor defendeu que cada empresa precisa ter um rosto, seja o do próprio fundador ou alguém escolhido estrategicamente. A Due, segundo ele, cresceu ao transformar influência em relacionamento, trazendo para o negócio figuras como Neymar, Renato Góes e Léo Santana, mas também influenciadores locais capazes de gerar desejo e autoridade dentro de seus nichos.</p>



<p>Ao apresentar números da operação – mais de R$ 4 bilhões em VGV lançado, 600 mil m² em construção e faturamento acelerado – Zulu explicou o “ecossistema Due”, inspirado em plataformas como Itaú e Banco do Brasil. A empresa fisga o cliente pelo imóvel, oferece uma rota turística estruturada, indica parceiros para mobiliar a unidade e, por meio de uma empresa de gestão, administra o apartamento quando o proprietário não está usando. “Eu fisgo o cliente através do tijolo e não deixo ele sair do nosso ecossistema”, resumiu.</p>



<p>Zulu encerrou reforçando que o Nordeste vive uma revolução imobiliária e turística, com ocupações acima de 90% em regiões como Carneiros e Muro Alto, disse, referindo se à Praia dos Carneiros, no município de Tamandaré, a cerca de 110 quilômetros do Recife, e à Praia de Muro Alto na cidade de Ipojuca, onde está localizado Porto de Galinhas. Para ele, a combinação entre narrativa, influência e entrega cria uma vantagem competitiva difícil de replicar. “Se você está invisível e fazendo apenas o que todo mundo faz, está deixando dinheiro na mesa”, afirmou, defendendo que empresários do setor precisam comunicar mais, aparecer mais e construir relações que sustentem demanda contínua.(<strong><u><a href="https://abmi.org.br/palestrante-do-102o-encontro-da-abmi-destaca-visao-estrategica-para-um-mercado-imobiliario-em-transformacao/">para saber mais sobre Rafael Zulu, acesse entrevista que ele concedeu ao site da ABMI antes do evento</a></u></strong>)</p>



<p>A primeira atração da parte da tarde foi o ABMI Lab “<strong>BTS: como estruturar, financiar e viabilizar</strong>”, que reuniu vozes de peso para destrinchar, de forma prática como o modelo “Built to Suit” funciona na vida real. Mediado por Jorge Santos, presidente da ABMI, o encontro abriu espaço para uma conversa direta sobre originação, estruturação financeira e riscos, temas que, como o próprio Jorge destacou, “muita gente tem dúvida e que precisam ser debatidos com profundidade”.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/7-2.jpg" alt="" class="wp-image-10912" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/7-2.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/7-2-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/7-2-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Fernando Nascimento e Guilherme Landeiro: como estruturar, financiar e viabilizar o Built to Suit</em></strong></figcaption></figure>



<p>O primeiro painelista, <strong>Guilherme Landeiro</strong>, diretor de estruturação de fundos da BRM Asset, trouxe a visão do mercado de capitais. Com experiência de uma década no setor, ele explicou que o investidor institucional busca previsibilidade e contratos robustos. “Quanto mais empacotado estiver o produto, mais chance de acessar capital”, afirmou, ressaltando que fundos evitam projetos embrionários e preferem operações já com terreno definido, locatário fechado e riscos de obra bem delimitados. Guilherme também detalhou como fundos podem atuar tanto financiando a construção quanto comprando ativos já performados, sempre atentos à capacidade de relocação e à solidez contratual.</p>



<p>Na outra ponta, <strong>Fernando Nascimento</strong>, gerente comercial da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários, apresentou o olhar do mercado local de Londrina, onde a empresa já investiu mais de R$ 317 milhões em BTS. Ele destacou que o ponto de partida é sempre o terreno: “Encontrar a área é o desafio. A matéria-prima define tudo”. Fernando explicou como a imobiliária estrutura projetos a partir da vocação do terreno, monta o mix de operações e busca investidores locais – &nbsp;muitas vezes empresários da própria cidade – que se satisfazem com retornos na faixa de 0,7% ao mês. Para ele, o segredo está no conhecimento profundo da região e na capacidade de relocar rapidamente imóveis caso o locatário saia.</p>



<p>Ao longo do painel, Jorge Santos costurou as visões dos dois especialistas, reforçando que o BTS se tornou uma das frentes mais promissoras para imobiliárias que desejam ampliar atuação e receita. A conversa deixou claro que, embora existam dois caminhos – o financiamento via mercado de capitais e o modelo regional com investidores locais –, ambos exigem técnica, originação qualificada e contratos bem amarrados. Como resumiu Guilherme, “capital não é mais alternativa: é infraestrutura do mercado imobiliário”.</p>



<p>A tarde avançou com o ABMI Lab “<strong>Marketing de comunidade</strong>”, que, mediado por <strong>Armando Nogueira</strong>, CEO do Hub On Ecossistema Imobiliário, de Recife (PE), reuniu três cases robustos que mostram como ações presenciais, bem planejadas e emocionalmente marcantes transformam público em comunidade e comunidade em defensora espontânea da marca. O encontro destacou que o marketing de comunidade, antes restrito a grandes empresas, agora se tornou uma poderosa ferramenta para pequenas e médias imobiliárias que buscam relevância local, pertencimento e fortalecimento de marca.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/9-5.jpg" alt="" class="wp-image-10914" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/9-5.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/9-5-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/9-5-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Gustavo Justo, da Justo Imóveis e Negócios, São Leopoldo (RS), conta como funciona o &#8220;Na torcida com a Justo&#8221;</em></strong></figcaption></figure>



<p>No primeiro case, <strong>Gustavo Justo</strong>, sócio da Justo Imóveis e Negócios, associada da ABMI em São Leopoldo (RS), apresentou a estratégia da empresa, que há anos transforma o primeiro jogo do Brasil na Copa em um megaevento comunitário. Em 2022, a ação tomou proporções inesperadas: “Deu 3 mil pessoas na rua”, relatou. Em 2023, o evento evoluiu para uma operação profissionalizada, com patrocínios de marcas como Loft, Unimed e McDonald’s – este último registrando “a maior venda do ano” durante o jogo. A Justo investiu R$ 55 mil e arrecadou R$ 55,5 mil, além de gerar mais de 1 milhão de visualizações orgânicas e 569 novos leads. O impacto foi tão forte que, segundo Gustavo, “as pessoas saem do evento querendo voltar”, reforçando pertencimento, orgulho interno e negócios diretos, como a venda de um imóvel para a gerente do McDonald’s.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/11-2.jpg" alt="" class="wp-image-10915" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/11-2.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/11-2-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/11-2-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Paolo Ambrosio Franciosi, da Franciosi Imóveis, Itapetininga (SP), fala da corrida de rua que a empresa realiza no mês de aniversário</em></strong></figcaption></figure>



<p>No segundo case, <strong>Paolo Ambrosio Franciosi</strong>, diretor da Franciosi Imóveis, representante da ABMI em Itapetininga (SP), detalhou como a empresa consolidou sua corrida de rua anual realizada sempre em agosto, mês de aniversário da imobiliária, como um dos eventos mais tradicionais da cidade. A iniciativa começou nos 40 anos da Franciosi e rapidamente se tornou um marco local. Trezentos atletas na primeira edição, 500 na segunda, mil na terceira e cerca de 700 na quarta. A corrida mobiliza prefeitura, federação esportiva, trânsito e ambulâncias, reforçando responsabilidade e segurança. Além de fortalecer o branding, gera impacto social. “Trezentos quilos de alimentos doados no primeiro ano, 500 quilos no segundo, mil litros de leite no terceiro”, destacou Paolo. O evento também impulsiona vendas – um cliente comprou um apartamento após participar da corrida – e cria engajamento interno, com colaboradores que começaram como staff e hoje são corredores ativos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/12-2.jpg" alt="" class="wp-image-10917" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/12-2.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/12-2-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/12-2-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Vitor Teixeira, do Grupo Beiramar, Brasília (DF) conta como nasceu o Summit Beiramar, ação voltada ao público interno</em></strong></figcaption></figure>



<p>O terceiro case, de<strong> Vitor Teixeira</strong>, sócio e diretor comercial do Grupo Beiramar, empresa de Brasília (DF) e anfitriã do 102º Encontro da ABMI, apresentou o Summit Beiramar, voltado ao público interno e ao mercado imobiliário local. A ação começou como uma celebração em agosto, mês do corretor, mas evoluiu para um encontro estratégico que reuniu colaboradores, corretores parceiros, profissionais de outras imobiliárias e talentos que a empresa desejava atrair. O objetivo foi reforçar cultura, conexão e visão de grupo: “O foco era gerar valor, relacionamento e mostrar o tamanho real do Grupo Beira Mar”, explicou Vitor. A iniciativa também envolveu patrocinadores e parceiros estratégicos, ampliando a presença da marca no ecossistema imobiliário regional.</p>



<p>Os três cases reforçam a tese de que marketing de comunidade não é sobre vender, mas sobre criar experiências que façam as pessoas quererem pertencer à marca. Como sintetizou Armando Nogueira ao final, “a pergunta mais importante não é como fazer alguém comprar da minha marca, mas como fazer alguém querer pertencer a ela.”</p>



<p>Para encerrar o segundo dia de conteúdo e o evento em grande estilo, <strong>Nailor Marques Júnior</strong> apresentou a palestra “O líder de si mesmo”. Professor, escritor e palestrante com mais de 3 mil apresentações realizadas e 32 livros publicados, Nailor é reconhecido por suas abordagens sobre inteligência emocional, performance e crescimento profissional, sempre rejeitando a ideia de motivação vazia. Com formação em Direito e Letras e três décadas de atuação como professor, atua como consultor de capital humano e conselheiro executivo em grandes empresas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/13-1.jpg" alt="" class="wp-image-10918" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/13-1.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/13-1-300x206.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/13-1-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Nailor Marques Júnior encerra em grande estilo o 102º Encontro: &#8220;este mundo é feito de pessoas. Coisas não compram coisas; pessoas compram coisas&#8221;</em></strong></figcaption></figure>



<p>A palestra de Nailor encerrou o 102º Encontro da ABMI com uma reflexão contundente sobre liderança, pertencimento e a crescente solidão que marca este século. Nailor destacou que o termo “pertencimento”, tão usado atualmente, é recente e surgiu porque “as pessoas começaram a adoecer” diante do isolamento emocional e social. Ele alertou: “Este mundo é feito de pessoas. Coisas não compram coisas; pessoas compram coisas”.</p>



<p>Ao traduzir o conceito de pertencimento para ações práticas, Nailor explicou que uma boa impressão é formada em apenas 11 segundos, tempo suficiente para duas atitudes que transformam qualquer interação: olhar nos olhos e sorrir. Segundo ele, quando alguém percebe que foi notado e recebe um sorriso genuíno, cria-se uma conexão imediata e poderosa. “O simples fato de eu olhar nos seus olhos e você perceber que eu percebi você, e eu sorrir, aumenta em quase 60% a chance de você gostar de mim”, afirmou. Para o professor, líderes precisam abandonar comunicações genéricas e tratar cada pessoa no singular, porque “ninguém quer ser nossos clientes; eu quero ser seu cliente”.</p>



<p>Para conhecer mais sobre o que pensa o professor Nailor, <strong><a href="https://abmi.org.br/professor-e-escritor-que-encerra-102o-encontro-da-abmi-convida-a-um-mergulho-na-lideranca-de-si-mesmo/">acesse a entrevista que ele concedeu ao site da ABMI</a></strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="792" height="550" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/14.jpg" alt="" class="wp-image-10919" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/14.jpg 792w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/14-300x208.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/08/14-768x533.jpg 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Público de 250 pessoas, de todas as regiões do país, participou do 102º Encontro da ABMI</em></strong></figcaption></figure>



<p>O encontro, exclusivo para dirigentes e colaboradores das empresas associadas, reuniu mais uma vez um público excelente: 250 pessoas. Ao final do 102º Encontro já foi apresentada próxima parada do evento presencial da ABMI. Será em novembro, em Maringá (PR), tendo como associada anfitriã a <strong><a href="https://www.pedrogranado.com.br/">Pedro Granado Imóveis</a></strong>.</p>
<p>O post <a href="https://abmi.org.br/financiamento-bts-e-marketing-de-comunidade-dominam-2o-dia-do-102o-encontro-maringa-e-a-proxima-parada/">Financiamento, BTS e marketing de comunidade dominam 2º dia do 102º Encontro. Maringá é a próxima parada</a> apareceu primeiro em <a href="https://abmi.org.br">ABMI - Associação Brasileira do Mercado Imobiliário</a>.</p>
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		<title>Associada da ABMI em Belo Horizonte, CéuLar Netimóveis lança o podcast “Entre Irmãs e Imóveis”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:47:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As diretoras da CéuLar Netimóveis, associada da ABMI na capital mineira, Adriana e Daniela Magalhães, estrearam, dia 4/5/26, o podcast “Entre Irmãs e Imóveis” discutindo os impactos da reforma tributária no mercado imobiliário, em conversa com o advogado e contador especializado em transações e tributações imobiliárias, Jáder Antunes. O novo podcast chega como mais um canal de conteúdo qualificado no setor, produzido por uma das dez principais imobiliárias da capital mineira, que em abril completou 48 anos de atuação</p>
<p>O post <a href="https://abmi.org.br/associada-da-abmi-em-belo-horizonte-ceular-netimoveis-lanca-o-podcast-entre-irmas-e-imoveis/">Associada da ABMI em Belo Horizonte, CéuLar Netimóveis lança o podcast “Entre Irmãs e Imóveis”</a> apareceu primeiro em <a href="https://abmi.org.br">ABMI - Associação Brasileira do Mercado Imobiliário</a>.</p>
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<p>As diretoras da CéuLar Netimóveis, associada da ABMI na capital mineira, Adriana e Daniela Magalhães, estrearam, dia 4/5/26, o podcast “<strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TwuDZc5_uDE">Entre Irmãs e Imóveis</a></strong>” discutindo os impactos da reforma tributária no mercado imobiliário, em conversa com o advogado e contador especializado em transações e tributações imobiliárias, Jáder Antunes.</p>



<p>O novo podcast chega como mais um canal de conteúdo qualificado no setor, produzido por uma das dez principais imobiliárias da capital mineira, que em abril completou 48 anos de atuação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="800" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-2.jpg" alt="" class="wp-image-10459" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-2.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-2-300x300.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-2-150x150.jpg 150w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-2-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Primeiro episódio do &#8220;Entre Irmãs e Imóveis&#8221; discutiu os impactos da reforma tributária no mercado imobiliário</em></strong></figcaption></figure>



<p>No episódio inaugural, o tema escolhido reflete uma das maiores inquietações do mercado: como as mudanças tributárias afetarão proprietários, investidores, compradores e todos que lidam com patrimônio imobiliário.</p>



<p>O convidado para a estreia, Jáder Antunes, diretor da Antunes &amp; Diniz Advocacia, apresentou o assunto sob a provocação “Será que este é um período de preocupações ou o início de uma nova era de oportunidades?”. Ele ofereceu um panorama técnico e acessível sobre o que muda na tributação de aluguéis, na venda de imóveis e na estruturação de holdings.</p>



<p>“Procuramos abrir com chave de ouro. Recebemos o Jáder Antunes, da Antunes Contábil, &nbsp;um dos nossos principais parceiros do universo CéuLar, para desvendar uma das temáticas mais complexas e urgentes de 2026, que é a Reforma Tributária”, destacou Adriana Magalhães, diretora de Estratégias da empresa e que, na ABMI, responde pela diretoria de Missões Empresariais. O conteúdo, segundo ela, é essencial para quem investe, possui imóveis, atua como corretor ou está construindo uma carteira para aposentadoria.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="800" height="800" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/7-2.jpg" alt="" class="wp-image-10462" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/7-2.jpg 800w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/7-2-300x300.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/7-2-150x150.jpg 150w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/05/7-2-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Irmãs Adriana e Daniela Magalhães, da CéuLar Netimóveis, e a atração do episódio de estreia do podcast,  o advogado Jáder Antunes</em></strong></figcaption></figure>



<p>Além de temas técnicos, o podcast também se propõe a explorar histórias de imóveis comercializados pela empresa, inovação, inteligência artificial, tendências do setor, arquitetura, qualidade de vida e tudo o que dialoga com a força do mercado da construção civil em Belo Horizonte e no Brasil. “A ideia é ampliar a conversa, trazendo informação relevante e inspiradora”, afirmou Daniela Magalhães, diretora administrativa da CéuLar.</p>



<p>O próximo episódio, previsto para junho, abordará opções de investimentos que vão além do mercado imobiliário, incluindo consórcios, fundos e outras modalidades de financiamento.</p>



<p>O episódio de estreia está disponível no YouTube, podendo ser acessado pelo link <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TwuDZc5_uDE">https://www.youtube.com/watch?v=TwuDZc5_uDE</a></p>
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		<title>No 100º Encontro da ABMI palestrante mostra como a IA pode redefinir o mercado imobiliário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 23:07:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O empreendedor Ricardo Souza participa do 100º Encontro da ABMI como uma das vozes mais influentes da nova era da inteligência artificial aplicada aos negócios e sua presença promete ser um dos pontos altos da programação. Estrategista e referência nacional em transformação empresarial com IA, Souza defende que o mercado imobiliário está diante de uma ruptura inevitável. “Máquinas automatizam o braçal; humanos humanizam a decisão”, afirma, sintetizando a filosofia que orienta seu trabalho e que deve nortear sua palestra em Aracaju (SE), que acontece na tarde de 19/3/26, no primeiro dia de conteúdo do 100º Encontro da ABMI, evento que começa em 18/3 e termina em 21/3, tendo como associada anfitriã a Cohab Premium. Veja entrevista com ele no site da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O empreendedor <strong>Ricardo Souza</strong> participa do <strong>100º Encontro da ABMI</strong> como uma das vozes mais influentes da nova era da inteligência artificial aplicada aos negócios e sua presença promete ser um dos pontos altos da programação.</p>



<p>Estrategista e referência nacional em transformação empresarial com IA, Souza defende que o mercado imobiliário está diante de uma ruptura inevitável. “Máquinas automatizam o braçal; humanos humanizam a decisão”, afirma, sintetizando a filosofia que orienta seu trabalho e que deve nortear sua palestra em Aracaju, durante evento que acontece de 18 a 21 de março de 2026 na capital sergipana, tendo como anfitriã a associada <strong><a href="https://abmi.org.br/cohab-premium-de-aracaju-se-e-anfitria-de-evento-historico-para-a-abmi-o-100o-encontro/">Cohab Premium.</a></strong></p>



<p>Com passagem pela Movile, grupo investidor de empresas como iFood e Sympla, e hoje à frente da BÜ, ecossistema dedicado a ajudar organizações a “IA‑izarem” suas operações, Souza tem se destacado por uma abordagem prática, direta e orientada a resultados.</p>



<p>Seu objetivo é claro: “tirar a IA do discurso e colocar na operação”. Para ele, a tecnologia não é mais um diferencial competitivo, mas um divisor entre empresas que prosperam e empresas que ficarão para trás. “Tudo aquilo que é impossível para o humano fazer em segundos, a IA faz. E quando isso entra na rotina, a empresa muda de patamar”, reforça.</p>



<p>É com essa visão contundente e exemplos reais de transformação, que ele desembarca no 100º Encontro da ABMI, cuja parte de conteúdo acontece nos dias 19 e 20 de março no Vidam Hotel, em Aracaju (SE).</p>



<p>O evento reunirá especialistas e lideranças do setor imobiliário de todo o país e terá como anfitriã a Cohab Premium, associada na capital sergipana. Na ocasião, seu CEO, Jorge Santos, assumirá a presidência da entidade para o biênio 2026–2027.</p>



<p>A expectativa em torno da participação de Souza é alta. Ele tem defendido que o maior desafio das empresas não é tecnológico, mas cultural. “O erro não está em adotar IA, mas em adotá-la de forma tímida, superficial ou desorganizada. A IA não é só para fazer mais rápido, &nbsp;é para pensar junto, estruturar estratégia e executar com escala”, afirma.</p>



<p>Sua palestra, prevista para se iniciar às 14h40 na quinta-feira (19/3), deve provocar, desafiar e orientar líderes que buscam sair da experimentação e entrar na automação inteligente, onde processos se tornam instantâneos, decisões ganhem precisão e o mercado imobiliário se reinventa diante de um novo paradigma.</p>



<p><strong><em>Confira a íntegra da entrevista de Ricardo Souza ao site da ABMI.</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="786" height="789" src="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/03/6.jpg" alt="" class="wp-image-10114" srcset="https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/03/6.jpg 786w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/03/6-300x300.jpg 300w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/03/6-150x150.jpg 150w, https://abmi.org.br/wp-content/uploads/2026/03/6-768x771.jpg 768w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em><u>Ricardo Souza</u> (</em></strong><em>fotos de Bernardo Coelho<strong>)</strong></em></figcaption></figure>



<p><strong>Você defende que “máquinas automatizam o braçal e humanos humanizam a decisão”. Na prática, quais critérios uma empresa deve usar para decidir o que automatizar e o que manter humano em seus processos atuais?</strong></p>



<p><em><u>Na prática, o critério que uma empresa deve usar para decidir o que automatizar é identificar aquilo que mais toma tempo e que, se fosse automatizado, geraria resultados imediatos. Ou seja, tarefas que, ao se tornarem instantâneas, permitiriam aumentar vendas, agilizar entregas ou melhorar a eficiência</u></em>. Por exemplo, imagine uma empresa de cotação. Se automatizarmos o envio de e‑mails para fornecedores – cem, cinquenta fornecedores de uma só vez –, isso traria resultados imediatos. Teríamos mais tempo para analisar propostas, poderíamos aumentar a chance de ganhar a cotação, agilizar o processo, reduzir custos e até aumentar a quantidade de cotações realizadas. Consequentemente, venderíamos muito mais. Esse é um ponto essencial: quando uma empresa decide começar a usar IA, é um erro tentar começar com tudo ao mesmo tempo. Precisamos iniciar com um ou dois itens e ir acrescentando aos poucos. Assim, vamos nos habituando à IA, entendendo seu potencial e melhorando cada processo conforme avançamos, porque já sabemos o que ela pode fazer e como aplicá-la de forma mais estratégica.</p>



<p><strong>Quando uma empresa decide implementar IA, o desafio raramente é técnico, é organizacional. O que você viu, na prática, que diferencia as empresas que realmente escalam IA daquelas que ficam presas em pilotos eternos?</strong></p>



<p>Quando falamos sobre colocar IA na empresa, gostamos de usar uma analogia simples. Imagine que colocássemos o Bill Gates, o Warren Buffett, o Jorge Paulo Lemann, o Beto Sicupira e o Marcel Telles para “tomar conta” da empresa, mas apenas para executar tarefas operacionais, sem pensar estratégia, sem criar nada novo, apenas fazendo atividades repetitivas de forma mais rápida. O resultado seria péssimo. Essas pessoas não são valiosas porque executam tarefas em um minuto; elas são valiosas porque criam estratégia, otimizam processos, desenvolvem produtos, serviços e modelos de negócio que transformam empresas. O Bill Gates não teve sucesso porque fazia tarefas de uma hora em um minuto. Ele teve sucesso porque criou a melhor estratégia, o melhor produto, o melhor serviço e a melhor forma de escalar internacionalmente. É por isso que comparamos essas mentes brilhantes à IA: não pelo “braço”, mas pelo intelecto. Quando dizemos que vamos usar IA na empresa, não estamos falando apenas de fazer tarefas mais rápido. O ponto central é que a IA tem um intelecto gigantesco para produzir rapidamente aquilo que chamamos de trabalho braçal – o “corte de cana digital”. Mas o verdadeiro diferencial surge quando combinamos duas coisas. Pessoas inteligentes pensando em estratégia, produto, serviço e direção da empresa, e mão de obra digital extremamente rápida, que executa o trabalho operacional com precisão e escala. Quando essa cultura se estabelece – estratégia humana aliada à execução acelerada pela IA –, aí sim a empresa alcança resultados extraordinários.</p>



<p><strong>Muitas empresas ainda estão presas ao uso básico de <em>chatbots</em>. Quais são os primeiros passos concretos para avançar para aplicações mais profundas de IA, especialmente em operações e backoffice?</strong></p>



<p>Muitas empresas ainda estão presas ao básico, usando IA de forma amadora. O erro mais comum é tratar a IA apenas como uma extensão do braço humano. O programador, por exemplo, diz que vai usar a IA para programar, mas depois ele mesmo vai analisar se o código está bom. O advogado pede para a IA levantar precedentes, mas depois revisa tudo como se fosse mais competente do que ela para esse tipo de tarefa. O médico entrevista o paciente por uma hora e só então decide a melhor estratégia, ignorando que a IA poderia fazer toda a triagem inicial com muito mais precisão e velocidade. Essa postura parte de uma premissa equivocada: a de que somos mais inteligentes do que a IA para executar tarefas operacionais. Não somos. Ler dezenas ou centenas de páginas, cruzar informações, resumir, comparar, classificar e gerar alternativas é trabalho braçal digital, e a IA faz isso infinitamente melhor e mais rápido do que nós. O que precisamos é justamente o contrário: deixar que a IA execute cem por cento do trabalho operacional e assumir que ela já parte de um nível muito superior ao nosso nesse tipo de atividade. No jurídico, ela deve analisar os precedentes. Na medicina, deve fazer a triagem, levantar indicadores, organizar sintomas e entregar um resumo completo para que o médico tome uma decisão mais precisa. No atendimento, ela não deve apenas perguntar nome, endereço e telefone, pois isso é <em>chatbot</em> básico. Ela deve analisar exames, monitorar o paciente, identificar padrões e entregar ao humano um diagnóstico inicial muito mais rico. O mesmo acontece no marketing digital. Muitas empresas dizem que vão lançar um produto e usar a IA apenas para gerar imagens e textos, deixando a estratégia para depois. Isso é amador. O caminho certo é estudar a estratégia com a IA, definir posicionamento, funil, oferta e público, e só então pedir para ela executar tudo: anúncios, cópias, textos e segmentações. A IA executa melhor do que qualquer humano, mas ela não cria estratégia. Esse é o nosso papel. <em><u>A diferença entre empresas amadoras e profissionais no uso de IA é simples: as amadoras usam IA apenas para fazer tarefas mais rápido, enquanto as profissionais usam IA para pensar junto, estruturar a estratégia e executar tudo com escala e precisão.</u></em></p>



<p><strong>Quais habilidades práticas, técnicas e não técnicas, uma equipe precisa dominar para transformar IA em rotina operacional, e não apenas em experimentos pontuais?</strong></p>



<p><em><u>Para trabalhar com IA dentro de uma empresa, precisamos de uma pessoa curiosa. Falamos curiosa porque não funciona colocar apenas programadores tradicionais, aquela TI à moda antiga que muitas empresas ainda usam, para fazer a IA funcionar. O perfil ideal é alguém entusiasta de tecnologia, que acompanha o que está sendo usado agora no universo da IA e que esteja disposto a aprender</u></em>. E o mais interessante é que essa pessoa leva pouquíssimo tempo para se capacitar. Estamos falando de um a três meses para aprender o essencial. No fundo, o que essa pessoa precisa dominar não é programação, mas sim os processos que serão automatizados. Ela precisa entender a rotina médica para automatizar um processo médico, a rotina industrial para automatizar uma operação industrial, a rotina de TI para automatizar programação, e assim por diante. Quanto mais ela conhece a rotina, o trabalho real, a forma de encantar o cliente e os pontos onde é possível ganhar velocidade, mais fácil se torna programar e automatizar. Hoje existem diversas ferramentas que substituem grande parte do trabalho de uma <em>software house</em> tradicional. Por isso, o diferencial não está mais em saber programar profundamente, mas em entender profundamente o processo que será automatizado. Quando dominamos o processo, a tecnologia se torna apenas o meio e não o fim.</p>



<p><strong>Como as empresas podem organizar seus dados, mesmo sem grandes investimentos, para que modelos de IA entreguem resultados confiáveis e reduzam riscos com alucinações? E como podem estruturar governança e limites éticos para evitar decisões automatizadas inadequadas?</strong></p>



<p>Em 2026, podemos afirmar com absoluta certeza que existem softwares que realizam as funções permitidas, e nós utilizamos ferramentas de IA para programar soluções em diversas áreas, como segurança, banco de dados, interface e muito mais. Dito isso, nossos programadores são, atualmente, todos os funcionários digitais. Temos equipes que pensam em produto, usabilidade e experiência do usuário, e colocamos pessoas dedicadas para nos comunicarmos com nossos clientes. <em><u>Quando as empresas desejam ter acesso e controle sobre seus dados, elas basicamente utilizam diversas ferramentas de IA disponíveis no mercado para criar bancos de dados, telas e sistemas de ponta a ponta, sempre incorporando inteligência artificial nesse processo</u></em>. Entretanto, estamos contra a utilização de ferramentas como o ChatGPT para organizar, por exemplo, a vida de uma imobiliária dentro de um chat de reprodução. Isso pode ser problemático porque o modelo pode gerar informações incorretas, não armazena dados permanentemente e é suscetível a questões de segurança, como o compartilhamento indevido de informações. Por outro lado, encorajamos profundamente o uso da OpenAI, que está por trás do GPT, para criar um sistema mais robusto. Podemos desenvolver nosso próprio repositório de arquivos e nosso próprio IA para atender, por exemplo, via WhatsApp. Essa abordagem é, sem dúvida, o futuro.</p>



<p><strong>Você trabalha com a ideia de tirar a IA do discurso e colocá</strong><strong>‑</strong><strong>la na operação. Quais indicadores ou métricas você recomenda para medir se a IA realmente está gerando impacto no negócio?</strong></p>



<p>Como sabemos, mesmo sem IA, se uma coisa está dando certo? Normalmente perguntamos para o cliente ou para quem não se tornou cliente o porquê de não ter contratado nosso produto. Isso seria para os leads, certo? Gostamos de fazer essa entrevista. Dizemos: &#8220;Se você não se importar, poderia me dizer por que não contratou nosso produto ou nosso serviço?&#8221; A mesma pergunta pode ser feita para entender por que ele contratou nosso produto ou serviço. Essa questão é um indicador que nos ajudará a melhorar nossos produtos e serviços.Obviamente, acoplamos inteligência artificial para redução de tempo, custos e humanização, para atender mais rápido e tudo mais. É importante perguntar ao cliente. Um exemplo que temos é de uma clínica médica que é nosso cliente. Se, por exemplo, um paciente no pós-cirúrgico disser: &#8220;Estou sentindo essa dor assim, assado&#8221;, e receber uma resposta pronta, isso representa uma dor real que uma pessoa está sentindo. Nós remetemos o encaminhamento para o médico de forma rápida, para que ele possa ler um exame com agilidade. Se perguntarmos a esse paciente por que ele prefere esse médico e por que ele o indica, ele responderá que é por causa do atendimento. O atendimento é instantâneo, ele enviou seu exame e já teve o resultado.Agora imagine isso aplicado em todas as empresas e áreas. Vamos entender que o tempo de atendimento foi extraordinário. Para fazer uma brincadeira aqui, imagine se você quisesse cancelar um serviço. Se conseguíssemos fazer isso de forma mais rápida – estou falando, por exemplo, de telefonia e outros serviços que costumam demorar muito para cancelar. Eles são ágeis na contratação, mas péssimos sem cancelamento. Sabemos que, propositalmente, fazemos isso. Mas a partir do momento que perdemos o medo de realizar esse cancelamento, por exemplo, nas empresas bilionárias, conseguimos cancelar algo rapidamente, e isso é o que as torna bilionárias.Um exemplo que podemos citar é um serviço de <em>streaming</em>. Se você cancelar a Netflix, por exemplo, faz isso em alguns cliques e acabou. Por isso, depois você voltará a concordar com a Netflix sem problema algum. Você entende a diferença? Isso é modernidade e não muda. <em><u>O trabalho humano continua, mas agora é feito de uma maneira mais eficiente</u></em>.</p>



<p><strong>Para empresas imobiliárias, público central da ABMI, quais são os casos de uso de IA mais subestimados hoje e que poderiam gerar resultados imediatos?</strong></p>



<p>Quando falamos de IA, falamos tanto da porta para dentro quanto da porta para fora. Da porta para dentro, é inconcebível ter uma minuta de contrato que leve mais de um minuto para ficar pronta. Isso é um absurdo. Minutas de contrato precisam ser extremamente rápidas. Análise de crédito? Crédito em um minuto. Imaginem um aluguel, ou até a compra de um imóvel, sendo concluído 100% pelo WhatsApp. Esse é o futuro. E quem implementar isso será automaticamente indicado por todos. Por isso dizemos que as imobiliárias, de forma geral, não vão falir por causa da IA. Elas vão falir porque outra imobiliária concorrente vai usar IA. E o ser humano é assim: ele busca modernidade, conforto e segurança. E não existe nada mais seguro do que uma inteligência artificial imparcial. Com IA, conseguimos consultar crédito, cotar em todos os bancos, fazer todos os cálculos possíveis. Se um cliente pede uma parcela específica, conseguimos calcular rapidamente. Se ele quer fazer uma reforma, conseguimos gerar a cotação em instantes. Conseguimos mostrar visualmente como o imóvel vai ficar – o cômodo, as mobílias, o papel de parede, as cores –, tudo em segundos. Aquele processo antigo de “vou pedir para um arquiteto de confiança fazer um projeto” simplesmente não acompanha o ritmo atual. <em><u>Hoje, o ser humano quer o instantâneo. E o instantâneo só é possível com IA, porque é humanamente impossível entregar essa velocidade. Repetimos sempre: tudo aquilo que é impossível para o ser humano, é possível para a IA</u></em>.</p>
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