“Digitalmente humanizada”. Não por acaso esse é o slogan atrelado à logomarca da Guaíra Negócios Imobiliários, empresa fundada em 1987, com sede em São Bernardo do Campo (SP), com atuação em duas cidades do ABC Paulista, região originalmente industrial que faz parte da Grande São Paulo.

“Quando chegou a pandemia, nós já estávamos 100% digital. Por isso, sequer sentimos a diferença. Entre outras coisas, não temos mais plantões de corretores e eles sequer ficam na empresa. Eles, que são 150 profissionais atualmente, utilizam eventualmente a sede da empresa como um coworking. Vão à imobiliária quando querem. Ninguém mais tem mesa ou telefone. Tudo é feito digitalmente. Isso permite, inclusive, a ampliação a qualquer momento das equipes de venda ou locação, uma vez que não há limitação física de espaço”, conta Nilson Aparecido Ferreira, formado em Administração de Empresas e CEO founder da Guaíra Negócios Imobiliários.

Nilson Ferreira: “Por mais tecnologia que possa existir, o que manda realmente é o ser humano”

A virada digital da Guaíra, iniciada há aproximadamente dois anos, é um dos cases de sucesso da empresa, segundo Nilson. O processo, que ele chama de “Papel Zero”, teve sua implantação iniciada com o objetivo de acabar com toda a papelada que envolvia as transações imobiliárias. Nada de relatórios de vendas, contratos ou coisas do gênero.

Caça-talentos

Para tanto, relembra Nilson, a empresa recorreu às ferramentas digitais disponíveis. Os então chamados softwares, como o sistema de CRM e o Docusign, que viabiliza um dos pontos importantes nesta evolução, que é assinatura digital.

“Hoje, apesar da pandemia, continuamos a bater recordes, vendendo em média 70 imóveis mensais de terceiros. Nós praticamente não trabalhamos com lançamentos, a não ser de prédios próprios. São 150 corretores de imóveis, 120 em vendas e 30 em locação, mas quando se entra em nossas agências não se vê ninguém. Em reuniões que promovemos ou treinamentos, a gente até se assusta em ver que há tantos colaboradores. Mas no dia a dia, não os vemos. Os corretores recebem os seus leads onde estiverem, por meio do celular, do notebook, do computador. Ou seja, de onde quer que estejam no mundo eles vão conseguir atender o cliente, pois têm acesso ao sistema de CRM e recebem o lead dessa forma”, ressalta Nilson, destacando uma outra iniciativa que se associa, de forma inovadora e complementar, à digitalização, para aprimorar e agilizar o atendimento ao cliente: a “Universidade Guaíra”.

Paralelamente ao “Papel Zero”, a empresa implantou um centro de treinamento que foi batizado internamente, segundo Nilson, de “Universidade Guaíra”.

“Tudo é coordenado pelo nosso analista de Treinamento e Desenvolvimento. São cursos para corretores iniciantes ou para aqueles que já estão há algum tempo no mercado e precisam fazer especialização em alguma área, como documentação, financiamento, locação etc. Sem contar a formação de novos colaboradores. Enfim, temos cursos constantemente, feitos em sistema de rodízio e, agora, com a pandemia, uma parte fica dentro das salas de treinamento e outra acompanha via Zoom”, conta Nilson.

O casamento destas duas iniciativas, de acordo com Nilson, traz ânimo e entusiasmo à empresa, pois, entre outras vantagens, serve para atrair e formar talentos. “Eu sempre digo que por mais tecnologia que possa existir, o que manda realmente é o ser humano. Daí termos atualizado o slogan da empresa, que passamos a definir como “digitalmente humanizada”, recorda.

E nasce a Guaíra…

A história da empresa, de acordo com Nilson, remonta ao ano de 1986, no Itaim Paulista, bairro da zona leste de São Paulo. “Eu e meu pai, Orlando Ferreira, que era agrimensor, havíamos aberto uma empresa de topografia e agrimensura. Aí pegamos um loteamento no bairro para fazer toda a parte de terraplenagem e de demarcação dos lotes. Nesta mesma época meu sogro, José Dias Lacerda, tinha se aposentado da Polícia Militar e tirado o Creci. E aí o loteador perguntou se a gente conhecia alguma imobiliária. Eu falei ‘conheço’. ‘Nós temos uma imobiliária’. E aí eu e meu então sogro fundamos essa imobiliária. E começamos a vender os lotes, na zona leste de São Paulo.”

Como José Dias Lacerda não quisesse mais continuar no negócio, Nilson acabou por também obter o seu registro no Creci e o substituiu, colocando o pai como sócio da imobiliária. O nome da empresa surgiu depois de uma visita que Lacerda fez ao Salto de Sete Quedas, localizado em Guaíra, no Paraná. Considerada uma das maiores e mais belas cachoeiras do mundo, Sete Quedas, que era a maior atração turística de Guaíra, foi submersa em outubro de 1982, para a formação do lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

“Ele gostou tanto, achou tão bonita a cachoeira, que sugeriu esse nome. ‘Que tal a gente colocar Guaíra Imóveis em homenagem a essa cidade de Guaíra e à beleza de Sete Quedas?’ Aí acabou ficando Guaíra”, rememora Nilson. “Ficamos quase dois anos vendendo lotes na zona leste de São Paulo. Mas como loteamentos em São Paulo já eram escassos e no ABC também, por conta da Represa Billings e da Mata Atlântica, começamos a mexer com imóveis de terceiros e com locação.”

Aprendendo com a ABMI

A primeira venda de imóvel de terceiros, um sobradinho, recorda Nilson, teve lances curiosos. “O sobrado tinha placas de várias imobiliárias. Conseguimos vender antes das outras. Educadamente, fiz uma carta e devolvi as placas para as outras respectivas imobiliárias. Placa era uma coisa cara na época, feita toda em madeira, pintada à mão. Um macaco velho do mercado, de uma imobiliária grande, na época, me ligou, se identificou e disse: ‘Eu queria saber se você está tirando um sarro da nossa cara, devolvendo a placa, ou se você é calça branca, como se chama aqui no Sudeste a pessoa que não tem experiência em imobiliária, porque ninguém faz isso?’ Realmente a gente era ‘calça branca’, porque nunca tinha entrado numa imobiliária na vida até o momento em que montamos uma empresa do tipo. O começou foi assim”, conta Nilson, com um sorriso nos lábios.

Hoje, além de agências em São Bernardo do Campo e Santo André, a Guaíra Negócios Imobiliários constitui um grupo que engloba incorporação, construção, administração de imóveis, corretagem de seguros entre outros negócios afins.

Na ABMI praticamente desde sua origem, Nilson disse que foi grande o aprendizado dentro da entidade.

“Antes de estarmos na ABMI, tínhamos um grupo no Sul, que chamávamos de Encontro de Pares. Quando entramos para a ABMI eram cinco ou seis empresas principalmente do Sul. Eu aprendi a trabalhar visitando outras empresas, porque eu nunca tinha trabalhado numa imobiliária. O único jeito de aprender era com a experiência de terceiros. Visitava muita imobiliária, e a ABMI foi um achado enorme, porque a gente tem a oportunidade de conhecer o Brasil. E isso te abre muito a sua visão como empresário. São surpresas grandes, porque, como estamos em São Paulo, achamos que o Brasil é só aqui. Mas quando visitamos outras cidades, outros Estados, vemos que o Brasil vai muito além de São Paulo”, afirma.

Comments (3)

  1. Nelson Basso junior
    10 de dezembro de 2020

    Muito orgulho de fazer parte desse time.

  2. Marcos Massao Akiyama
    15 de dezembro de 2020

    A Guaíra Negócios Imobiliários mostra que é uma empresa moderna, atuando com as mudanças de mercado e tecnológicas. A realidade dos colaboradores em utilizar as tecnologias digitais, nos facilitam entender e atender nossos clientes com excelência.

  3. Mário Tadeu Chechi
    17 de dezembro de 2020

    Grande história de sucesso e por que não disser de vida, receba meu sinceros parabéns pela inciativa e atitude tomada no decorrer de anos de luta. O aprendizado se faz com erros e mais acertos. Tratamento digno aos pares é um diferencial da empresa. Sucesso e mais Sucesso !!!

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