Com mais de 70 anos de existência, a Nova Freitas Imóveis, de São José dos Campos (SP), tem muitos cases de sucesso para contar. Mas o aluguel de um pavimento de shopping para uma empresa de telemarketing serve para ilustrar o quanto uma imobiliária pode ser importante para a comunidade.

Não é uma história assim tão recente, adverte Alfredo Freitas, que ao lado da irmã, Esther Freitas, comanda a Nova Freitas Imóveis, que têm duas unidades em São José dos Campos, cidade-sede da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, no Estado de São Paulo. “Mas gosto de relembrar para os meus corretores, pelo significado que tem no aspecto de não se desistir, de perseverar e passar por cima de quaisquer dificuldades”.

“Há mais ou menos oito anos, fomos procurados por uma empresa que veio de São Paulo disposta a montar em São José do Rio Preto um espaço gigantesco para agrupar empresas de telemarketing. Eles queriam alugar uma área para o empreendimento, que de início abriria 1.600 vagas de trabalho na cidade. Hoje, vale a pena frisar, o local emprega mais de 4 mil funcionários”, recorda, com orgulho, Alfredo.

De início, os locais procurados para alugar foram os tradicionais galpões da cidade, mas nada atendia às necessidades e nem agradava ao dirigente da empresa. “Desesperado, o meu corretor me procurou, dizendo que não estava encontrando nada que pudesse atender a uma locação desse porte, me perguntando como poderíamos fazer.”

Shopping salvou o negócio

Alfredo conta que então se lembrou de uma área, o terceiro piso de um shopping recém-inaugurado na cidade, que estava vazio.

“Não por ser grande frequentador, mas por ter muita amizade com o gerente do Vale Sul Shopping, um grande empreendimento situado na zona sul de São José dos Campos, resolvi ver se havia a possibilidade de alugar esse espaço, embora imaginasse que seria muito caro, por conta de condomínio e taxas de marketing.”

Para os corretores, o negócio seria inviável, pois além de ter de pagar uma fortuna, o shopping não estava adequado para abrigar um empreendimento como aquele. Mesmo assim, Alfredo resolveu enfrentar aquele que seria o primeiro desafio, ou seja, conversar com os responsáveis pelo shopping, para ver se havia interessa.

“Para nossa surpresa, eles disseram: ‘vem para cá, traz o cliente, que nós vamos tentar acomodar essa situação’. Aí fomos. O executivo da empresa, que como acontece em geral com as pessoas que vêm de São Paulo, e outras cidades não tinha noção sobre o que era São José dos Campos, mesmo achando o local adequado, disse que não poderia se instalar ali, talvez pensando na localização do shopping e no transporte coletivo que seria necessário para os funcionários de telemarketing, que tem renda salarial de média para baixa.”

Sobre a localização, Alfredo conta que até sugeriu que fosse visto tudo pelo Google, para se vislumbrar onde estava o shopping. Mas havia outras questões além da localização, segundo Alfredo. Não havia ar-condicionado nem elevador até o terceiro piso. Sem contar as taxas de condomínio e o custo do marketing, normal dos shoppings.

“Foi então que o gerente do shopping entrou na conversa, dizendo: ‘Se trouxerem para cá 1.600 empregos, oferecemos uma carência, bancamos o elevador e o ar-condicionado, que ainda vai ser mais barato que o de um galpão, uma vez que estamos trabalhando para conseguir energia mais barata, e tiramos as taxas de marketing.’”

Sem medo de helicóptero

A proposta animou o executivo da empresa que iria montar o empreendimento de telemarketing. De acordo com Alfredo, ele disse que já estava disposto a assinar o contrato, mas faltavam duas coisas: entender melhor a cidade e conversar com o prefeito municipal, para ver se havia incentivos fiscais.

Unidade Litoral da Nova Freitas Imóveis, em Caraguatatuba (SP)

“Eram já perto das 11h da manhã, e ele queria tudo ainda naquele dia, inclusive a audiência com o prefeito, o que não seria tão simples, uma vez que São José dos Campos não é uma cidade pequena. Mas botei a cabeça para pensar e, para ele entender melhor na cidade, sua mobilidade e a localização, corri atrás de um helicóptero, o que consegui graças a um amigo. Dei sorte de o helicóptero estar disponível. Meu amigo disse que em minutos seu piloto nos iria buscar no pátio de estacionamento do shopping. Nesse meio tempo, liguei para a secretária do prefeito e pedi que ela encaixasse uma audiência conosco ainda naquela tarde, apelando para a possibilidade da criação de 1.660 empregos para a cidade.”

Segundos antes de subir no helicóptero, relembra Alfredo, o executivo quis dar para trás, dizendo que estava com medo, pois nunca voara de helicóptero.

“Aí insistimos com ele. Estávamos fazendo tudo o que ele pedira e agora ele iria desistir aos 45 minutos do segundo tempo? Convencemos e fizemos o sobrevoo, que correu muito bem, pois o dia estava ensolarado e claro. Ele entendeu a localização do shopping e a situação em termos de transporte público, que poderia absorver a massa de funcionárias para ir e voltar do trabalho.”

Na hora em que o helicóptero estava pousando no pátio do shopping, a secretária do prefeito ligou dizendo que teriam que ir imediatamente até a prefeitura para serem recebidos pelo prefeito, que só conseguira espaço na agenda desmarcando uma reunião com vereadores.

“Conseguimos ir até o prefeito, que nos deu uma senhora recepção. Algum tempo depois, estávamos trazendo 1.600 novos empregos para São José dos Campos, ao consolidar a locação do empreendimento dentro shopping. O pessoal está lá até hoje, só que agora com mais de 4 mil funcionários. Valeu o esforço que fizemos em enfrentar todas as resistências, como conseguir um helicóptero e obter um espaço na agenda apertada do prefeito”, comemora Alfredo, que diz, sempre que possível, relembrar essa história emblemática na preparação de seus corretores.

De avô para netos

O case, por sinal serve para ilustrar o que Alfredo Freitas imagina para a Nova Freitas Imóveis em qualquer situação: “persistência, coragem e esperança, sempre”.

E foi com muita persistência e coragem que tudo começou no dia 19 de agosto de 1948, num pequeno escritório nos fundos de uma casa na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na região central de São José dos Campos.

Alfredo Freitas e Esther: netos de “Seo Possidônio” são os gestores da Nova Freitas

Com um jeito comunicativo e dom para os negócios, Possidônio José de Freitas, o “Seo Possidônio” – que chegou à cidade em busca de tratamento de tuberculose – acabou por se transformar num estimado empresário. Tanto que hoje empresta seu nome a importantes locais da cidade, como escola, avenida e conjunto habitacional.

O amor pela área imobiliária foi herdado pelos netos Esther e Alfredo de Freitas, que comandam atualmente quatro unidades na região: Pindamonhangaba, Caraguatatuba e duas em São José.

“Naquela época não existia imobiliária, mas meu avô já mostrava como uma pessoa comunicativa e com facilidade de aproximar as pessoas, que é a arte do corretor de imóveis, assim como o conhecimento da cidade”, ressalta Alfredo, que integra a atual diretoria da ABMI como diretor de Relações Institucionais.

Para Alfredo, o grande motivo do sucesso e credibilidade da Nova Freitas é a ética e o respeito. “Temos sempre muito cuidado e carinho com todos, desde o cafezinho às negociações. Tudo é feito sempre com muita transparência e verdade, garantindo segurança aos nossos clientes.

Tecnologia a bordo

O investimento em tecnologia, segundo Alfredo, é fundamental para a sobrevivência, principalmente diante desse momento difícil de pandemia. “A tecnologia chega para somar, para facilitar a vida das pessoas”, enfatiza;

Diante de um mercado ativo, a Nova Freitas saiu na frente em sua região com ferramentas digitais, como o sistema “Clique Alugue” – que permite todo o processo de locação online, desde a escolha do imóvel ao contrato.Sem contar o “indicouganhou.com” e um “chatbot” para agilizar o contato com os internautas. Já para quem preferir, o atendimento presencial é feito com todas as normas de segurança recomendadas.

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