O encerramento do 102º Encontro da ABMI, evento exclusivo para dirigentes e colaboradores das empresas que integram a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário, que acontece nos dias 20 e 21 de agosto de 2026, no B Hotel, em Brasília (DF), promete terminar em alta voltagem emocional e intelectual.
A atração final do evento, que tem o Grupo Beiramar como empresa associada anfitriã, coloca no palco um dos nomes mais festejados do país quando o assunto é desenvolvimento humano.
Falamos de Nailor Marques Júnior, professor, escritor e palestrante motivacional de renome nacional e internacional. Professor por três décadas, autor de 32 livros, com mais de 3 mil palestras realizadas no Brasil e no exterior, Nailor defende incansavelmente que ninguém evolui por atalhos.
Natural de Presidente Prudente (SP) e radicado há mais de 40 anos em Maringá (PR), ele construiu uma carreira que atravessa educação, literatura e consultoria em capital humano.
Essa combinação, segundo afirma, tornou-se ainda mais decisiva num século em que “os generalistas dominam o mundo dos especialistas” e em que as competências humanas se tornaram “um grande diferencial competitivo frente às competências técnicas”. Para ele, a inteligência artificial avança, mas não substitui o que há de mais complexo: o trato com pessoas.”
Sua crítica à chamada “motivação vazia” também permanece atual. “O ser humano é mais complexo do que uma receita de sucesso de cinco ou dez passos”, afirma, lembrando que quem busca o fácil “se candidata a ser alijado do processo mais rapidamente”.
A mesma franqueza aparece quando fala sobre aprendizagem. Embora muitos já se declarem cansados, ele lembra que a universalização da escola é recente e que o cérebro humano “tem possibilidade de aprender coisas novas para sempre”. Daí seu mnemônico favorito: FARM –Foco, Ação, Resultado e Melhoria contínua.
Entre os pilares que aborda em seus livros – inteligência emocional, performance e percepção de oportunidades –, Nailor não hesita ao apontar o mais negligenciado: a inteligência emocional. “Muitos profissionais ainda acreditam que o mundo deve se curvar às suas vontades”, diz, reforçando que autoconhecimento, autogestão, automotivação, empatia e habilidades sociais formam um conjunto inseparável.
É, portanto, com esse repertório que ele chega ao palco no final da tarde de sexta-feira, 21/8/26, para apresentar a palestra “O líder de si mesmo”. A mensagem central? Direta e provocadora: “Ninguém vai liderar nada, nem ninguém, se antes não aprender a liderar a si próprio.”
Confira a entrevista completa de Nailor Marques Júnior ao site da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário.

Você construiu uma carreira que une educação, literatura e consultoria em capital humano. Como essa combinação de experiências molda sua visão sobre desenvolvimento profissional hoje?
Cada vez mais o século XXI vem mostrando que os generalistas dominam o mundo dos especialistas. E que as competências humanas são um grande diferencial competitivo, frente às competências técnicas. A inteligência artificial vem avançando fortemente sobre as tarefas repetitivas, mas pouco conseguiu no trato com as pessoas. Isso prova que a combinação entre áreas, sobretudo as que exigem contatos humanos, favorece o ser humano, nessa competição desleal entre pessoas e máquinas. O ser humano está no planeta Terra há milhões de anos e sua capacidade de se relacionar nunca foi tão exigida quanto agora, por isso quanto menos repetitivas forem as tarefas e menos substituíveis pelo fazer da máquina, mais o profissional permanecerá relevante. Desenvolver soft skills têm sido o grande desafio profissional.
Sua crítica à “motivação vazia” é conhecida. Em um mercado cada vez mais competitivo, por que esse tipo de discurso ainda seduz tantos profissionais e empresas?
Sim, ainda temos muitos profissionais em busca de fórmulas prontas, que não existem. O ser humano é mais complexo do que uma receita de sucesso de cinco ou dez passos para isso ou aquilo. Quem continuar em busca do fácil, vai se candidatar a ser alijado do processo mais rapidamente. A sabedoria popular sempre disse que não se pode fazer omelete sem quebrar ovos. Eis o ponto.
Depois de mais de três décadas como professor, o que você identifica como a principal mudança no comportamento das pessoas diante do aprendizado e da necessidade de evolução contínua?
As pessoas falam do estudar, do ler, do ir à escola (em qualquer nível), como se isso sempre tivesse existido. O ser humano comum vai à escola formal há pouco mais de 200 anos, isso é um mérito da Revolução Francesa. No Brasil, as escolas públicas começaram a ganhar força depois da Segunda Grande Guerra e a universalização das escolas, só veio a partir da década de 1980. Então, estamos engatinhando ainda no processo e muitos já estão se dizendo cansados. Ler sempre será o encontro das pessoas com elas mesmas e a Neurociência já provou que o cérebro humano tem possibilidade de aprender coisas novas para sempre. Como então não acreditar na melhoria contínua? Gosto, para o tema, do mnemônico FARM – Foco, Ação, Resultado e Melhoria contínua –, em moto contínuo.
Seus livros abordam temas como inteligência emocional, performance e percepção de oportunidades. Qual desses pilares você considera mais negligenciado pelos profissionais brasileiros?
Inteligência emocional sem dúvida. Muitos profissionais ainda acreditam que o mundo deve se curvar às suas vontades e que as habilidades desenvolvidas até aqui bastam. A inteligência emocional exige cinco habilidades em conjunto: autoconhecimento, autogestão, automotivação, empatia e habilidades sociais.
No encerramento do 102º Encontro da ABMI, você apresentará a palestra “O líder de si mesmo”. Que mensagem central espera deixar para os participantes sobre esse conceito?
A ideia é deixar claro que ninguém vai liderar nada, nem ninguém, se antes não aprender a liderar a si próprio. É demonstrar que o mundo não acaba com o fim do nosso campo de visão, ele é maior do que isso. Dominar a si e a seus pensamentos, é a primeira grande lição que todo líder deve aprender antes de tudo.
Confira aqui as demais atrações do 102º Encontro da ABMI.
